sexta-feira, 13 de maio de 2011

Não se esquive do fato de haver uma história em suspenso aqui, não digamos assim, pois uma história jamais fica suspensa: ela se consuma no que se interrompe, ela é cheia de pontos finais internos, o que a gente imagina que poderia ser talvez uma continuação às vezes não passa de um novo capítulo.


Caio Fernando Abreu 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

EU.


Está tudo dEsoRdeNAdo dentro de mim, como sempre esteve.
Desde que nasci até hoje, ainda não me encontrei em mim.
nunca pensei que fosse algo tão difícil, se encontrar em si mesma.

Como EU que habito em mim, não descobri ainda quem eu sou?
Não saber quem se é, sendo... 
é algo que [f       o       g       e] do meu entendimento


COMO SER E CONTINUAR SENDO E NÃO SE ACHAR DENTRO DE SI?


o meu ser é MEU, eu me faço e me REfaço a cada dia.
me invento e REinvento, e ainda sim não me reconheço.

Como é possível alguém ser de si, ser capaz de escolher O QUE SER, como ser e de que forma ser, e ainda sim, 
optar por não ser nada?

É assim que me vejo no hoje,
alguém que pode TODAS' as coisas,
mas por não saber ser todas elas,
não é nada.

Apenas vivo, transito, respiro, sorrio, questiono, AMO!


Mas ainda não tenho conhecimento de mim.

quinta-feira, 3 de março de 2011



"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais - por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê."

"Viver agora, tarefa dura. De cada dia arrancar das coisas, com as unhas, uma modesta alegria; em cada noite descobrir um motivo razoável para acordar amanhã."


// CaioFAbreu

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011




Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.”    



Caio F.Abreu